quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Então é Natal

Não sou muito de entrar no clima de natal.

Tenho meu ritual de ir à igreja no dia 24, para celebrar o nascimento de Cristo, e agradecer todas as bençãos que recebo.

Esse ano vou agradecer mais, estou mais feliz, mais tranquila...sem ansiedade me afligindo. Certa de que as coisas são exatamente como devem ser.

Estou feliz, muito feliz. Grata pela minha vida, pelos meus bons amigos, pela minha familia linda...

Se eu morresse hoje, morreria em paz e tranquila, com as minhas maiores mágoas tratadas, quase todas curadas, e com muito amor no coração. Amor pela minha vida, pelos meus amigos e pela minha família ;)

Um bom natal à todos, com bons amigos, mesa farta e a presença de Deus.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Redes Sociais

Em novembro fiz um curso sobre Inovações em Redes Sociais, na ESPM.

Ministrado pelo Gil Giardelli, gênio e referência em assuntos relacionados à internet colaborativa, e a quem tenho a sorte de ter como amigo pessoal, alcancável sempre que preciso, apesar de sua agenda insana.

E ele, o Gil, nos convidou a escrevermos um texto para um livro digital sobre algum assunto relacionado com nosso curso. Claro que meu enfoque foi de comunicóloga que observa as pessoas e seus comportamentos.

Abaixo, publico aqui também o meu texto.

“A internet é a primeira coisa que a humanidade construiu que a humanidade não entende, é a maior experiência de anarquia que já tivemos”; essa declaração é do Eric Schmidt, diretor executivo da Google, ou seja, um dos responsáveis pela maior ferramenta de busca da internet.

Anarquia, de forma simplista, define-se como estar ou viver sem governo. Não se tem no mundo histórico de sociedades anarquistas que tenham tido êxito.

Não parece preocupante que um dos homens que ‘vive’ essa revolução da era das redes sociais dê uma declaração assim tão contundente?

A mim parece antagônico, já que a internet tem alcançado cada canto do planeta com uma velocidade assustadora, e incluído no ‘mundo virtual’ pessoas que, sem essa ferramenta, passariam séculos sem acesso à nem metade das informações que hoje recebem.

Web 2.0, 3.0, compartilhamento, inclusão, portabilidade, realidade aumentada, vida em ambiente virtual... um mundo novo diante de cada um de nós.

E diante de tantas possibilidades, e dessa declaração, questiono-me principalmente sobre dois pontos.

Primeiro: será que as pessoas têm alguma noção do que será a vida pós-redes sociais? Uma vez ‘postado’ qualquer comentário numa rede social, não tem volta, está registrado! Qualquer pesquisa um pouco mais profunda que fizerem a seu respeito pode trazer de volta coisas que talvez não façam mais sentido, mas que ainda estão lá, depondo contra ou a seu favor.
Como se ‘deleta’ seu passado on line? Se você foi punk, e hoje gosta de Justin Timberlake, ou se você se declarava homossexual e hoje virou pastor de igreja evangélica, e postou, comentou, divulgou isso, não tem mais jeito, está lá! E não sabemos como lidar com isso. Somos a geração das ‘redes-sociais’, ainda não temos “pós”.

Segundo ponto, e embora possa parecer o mais contraditório, é o mais simples: apesar desse registro virtual de uma vida, e apesar dos contras que isso eventualmente possa trazer, continuamos a compartilhar! Sejam fotos, comentários, noticias, etc,

Penso apenas em uma explicação: não há nada mais bacana, mágico, gratificante, do que imaginar o sorriso de um amigo quando se compartilha com ele a foto daquele lugar que vocês planejaram ir juntos, mas por algum motivo ele não pode te acompanhar; não tem preço fazer intercambio do outro lado do mundo e manter sua mãe informada das suas novas aventuras, e feliz porque ela pode ‘ver’ que você continua sadio e se alimentando bem; nada mais legal do que assistir ao vídeo da música que você mais gosta, que a sua banda preferida tocou e alguém gravou e postou pra você minutos depois da musica terminar...

As novidades e inovações em redes sociais andam em velocidade que a maioria de nós parece não conseguir acompanhar, não há governo, nem controle, mas há participação, inclusão, compartilhamento. Então compartilhemos conteúdo consistente, novo, importante, informativo!

O dramaturgo irlandês George Bernard Shaw uma vez disse que “ o maior problema com a comunicação é a ilusão de que ela foi alcançada”. Trabalhemos então para que daqui anos, quando alguém pesquisar nosso ‘profile’, o nosso ‘passado virtual’ seja bacana, de pessoas de bem, que trabalharam para que a comunicação fosse alcançada de forma consistente pelo maior numero possível de pessoas.